segunda-feira, 21 de julho de 2014
Nasce minha vontade de entender todos os lados
Faz muito tempo que as discussões me fascinam, por poder analisar a capacidade do ser humano em ser tão passional a ponto de esquecer ou deixar de lado a razão. Seja no futebol, na política (alguns dos assuntos que mais adoro debater), em relacionamento, nas pessoas, na culinária, em carros, músicas, cerveja, vinho, homens ou mulheres; todos tem suas próprias opções, preferências, gostos e opiniões seguidos de seus mais variados motivos afim de provar suas escolhas.
O que me intriga, é como podemos ser tão irracionais em várias ocasiões, seja no calor de uma discussão ou na fria análise de uma opinião, um texto ou um comentário que contraria tudo aquilo que acreditamos na mais cega fé do que é certo.
O ponto principal que quero levar em consideração neste blog é bem simples; ver todos os lados. Não para julgar quem está certo ou quem está errado, até por que eu não sou ninguém para julgar nada, mas para podermos avaliar bem a fundo as verdades de cada lado de uma situação e não muito raro entendermos que ambas as partes tem razão e verdade no que dizem ou pensam.
É simples, vou usar um exemplo que creio ser bem abrangente. Jiló. Sim aquela coisa amarga, que não achei serventia nenhuma, seja de forma nutritiva ou pra atirar em alguém que não gostamos. Mas a verdade que eu gosto de jiló, adoro uma saladinha de jiló, bem "amarguinha", pra mim ela completa uma refeição com uma carne de porco ou uma linguiça caipira. Mas eu sei que se eu abrisse aqui uma votação para saber se jiló é bom ou ruim, esmagadora maioria votaria que é péssimo ou ruim, uma faixa sempre persistente não importa o assunto da pesquisa, responderia que não sabe responder, e uma minoria na qual eu me incluiria, diriam gostar muito.
Uma coisa é fato, jiló é amargo e ponto final, indiscutível. Mas para os que gostam de amargo, digo aquele amargo, bem temperado, é algo satisfatório. Ou seja existem duas verdades, cada uma com seu gosto a seu modo, mas dos dois lados (muito mais do lado dos que não gostam), acham uma insanidade comer jiló e não se desprendem dessa opinião de forma alguma.
Vou dar outro exemplo, certa vez ouvi essa em uma palestra, em uma banca de feira, ao comprar tomates o cliente escolhia os mais firmes, entre um verde escasso e um vermelho convidativo, quando chegou a seu lado uma senhora e começou a separar aqueles bem mais "frágeis", quase molengas, tipo molho preso por uma casquinha. O homem indignado perguntou se àquela senhora estava louca em comprar tomates naquele estado. Ela se virou e respondeu ao homem com uma pergunta, e você acha bonito pegar todo o elenco do filme "Tomates verdes fritos" (não resisti a piada e ao trocadilho)? Ele disse que para a salada que ele iria fazer, estavam perfeitos. E para o molho que a minha macarronada pede, estes são os ideais!
Ou seja, a verdade e a opção são de cada pessoa, cada qual com sua verdade incontestável, e da mesma forma que cada um em um possível encontro entre eles, comeriam ambos os pratos se regalando.
Eu quero discutir, eu quero debater, eu quero entender todo mundo, mesmo que isso pareça algo impossível. E eu quero convidar cada um de vocês a debater comigo, a dar a sua opinião, me deem sugestões do que debatermos, e se sobrar espaço entre os assuntos emergentes, vamos analisar a sua paixão pelo assunto.
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